volumes totais de vendas cresceram 5,4% e receita bruta evoluiu 6% em reais, como reflexo de maiores vendas, melhores preços médios e bom desempenho de trading
Expansão dos
negócios

Em 2013, o volume total de cimento e derivados comercializado pelas unidades de negócio, nos oito países onde a companhia está presente, atingiu 28,4 milhões de toneladas, crescimento de 5,4% em relação a 2012. O desempenho foi especialmente impulsionado pela atividade de trading e pelos crescimentos da Argentina, do Paraguai, de Moçambique e da África do Sul.

brasil

No Brasil, a InterCement é vice-líder do mercado de cimentos, com cerca de 20% de market share. Cerca de 40% dos ativos da companhia estão localizados no país, que respondeu por aproximadamente 60% dos resultados de 2013.

A economia brasileira manteve a tendência dos últimos anos e o mercado de cimento cresceu em linha com o Produto Interno Bruto (PIB), com evolução de 2% sobre o ano anterior. A InterCement vendeu 12,5 milhões de toneladas, estável em relação a 2012 (mais 0,5%), mas o maior volume registrado pela companhia. A atividade de concreto e agregados atingiu recordes no volume de vendas, com 2,8 milhões de m3 e 2,4 milhões de toneladas, respectivamente.

Durante o segundo semestre, foram registrados recordes de produção, vendas e expedição, com destaque para as unidades Campo Formoso (BA), Cezarina (GO), São Miguel dos Campos (AL) e Suape (PE). O ano marcou ainda a entrada no mercado do Amazonas, superando 10% de market share na região de Manaus.

Também houve avanços importantes em redução de custos, eficiência e melhoria de desempenho, obtidos, principalmente, em decorrência do intenso trabalho de sinergias, o que permitiu agregar R$ 161,4 milhões no resultado EBITDA. A integração das operações com a Cimpor também trouxe ganhos de logística, como a redução do raio médio de atuação e, consequentemente, melhor utilização da capacidade instalada.

portugal

Detendo aproximadamente 55% de participação no mercado português, a operação no país é uma das mais relevantes para a companhia, em virtude, principalmente, da alta produtividade das fábricas e do baixo custo operacional.

Em 2013, o desempenho continuou fortemente impactado pela conjuntura econômica, o que fez o consumo local de cimento sofrer queda de cerca de 25%, sem perspectivas de recuperação em curto e médio prazos. A InterCement optou por manter a estratégia de exportações adotada em 2012, o que resultou em crescimento de 76% do volume exportado.

O movimento permitiu ainda a conquista de clientes em países onde a empresa não operava, em especial os localizados na costa ocidental da África. Parte das exportações também teve como destino a Região Norte do Brasil e o Paraguai.

O volume total de cimento e derivados comercializado pelas fábricas no país totalizou cerca de 1,5 milhão de toneladas, recuo de 24% em relação a 2012. Durante o ano, foram encerradas as atividades da unidade de Cal Hidráulica do Cabo Mondego, sem impacto significativo no negócio.

argentina

Com a operação da Loma Negra, a InterCement obteve recorde histórico de produção e expedição de todos os produtos, com o maior market share dos últimos cinco anos: 46%. O país registrou 11% de crescimento no volume comercializado em 2013, totalizando 6,4 milhões de toneladas.

As atividades de concreto e de transporte ferroviário, por meio da Ferrosur, também acompanharam a tendência positiva, com crescimento de 7,2% e de 10,4%, respectivamente. Destacam-se performance comercial com um rigoroso controle de custos, melhoria operacional, aumento da atividade de coprocessamento (recorde histórico com taxa de 3,4%), otimização do consumo de matérias-primas e gestão da produção entre as unidades fabris.

paraguai

Por meio da Yguazú Cementos, a InterCement detém aproximadamente 30% do mercado de cimentos no país. O destaque de 2013 foi a partida, em novembro, da nova moagem. Aproveitando a forte dinâmica do mercado local, as vendas cresceram mais de 30%, para um total de 280 mil toneladas. Esse incremento foi sustentado na venda de cimento importado, principalmente de Portugal, e, a partir do segundo semestre, após o início da operação da moagem, na produção de cimento próprio.

moçambique

Em julho de 2013, foi efetivado acordo que possibilitou o arrendamento de mais uma unidade de produção (Matola 2) no país, um dos mercados onde a InterCement tem maior presença. Também entrou em operação a moagem de Dondo. Apesar de os resultados terem sido bons, a operação ainda é impactada negativamente pela grande distância entre as fábricas e as minas de calcário. A entrada das duas moagens e uma maior agressividade da política comercial permitiram melhorar a competitividade da InterCement diante das importações, com volume de vendas de 1,3 milhão de tonelada, 9,8% acima de 2012.

áfrica do sul

As principais operações da InterCement no país ocorrem na região de Durban, onde estão instaladas uma unidade de cimento e duas moagens. A empresa é referência no país em indicadores técnicos, em especial de segurança no trabalho.

Assim como acontece nos demais países do continente, o mercado sul-africano é fortemente impactado pela importação de cimento, sobretudo da Índia. Para neutralizar esses efeitos, a InterCement lançou produtos premium durante o ano e, como resultado, conseguiu recuperar 1,1% do market share. Com uma política comercial mais agressiva, aumentou as vendas em 19,8% comparadas ao ano anterior, para 1,3 milhão de toneladas.

cabo verde

O país responde por uma parcela pequena das operações da InterCement, embora a empresa mantenha a liderança no mercado local. O cimento comercializado é fruto de exportações de Portugal.

O ano de 2013 foi marcado pela contração do mercado de cimento, com queda nas vendas de cerca de 7%, para um total de 176 mil toneladas.

egito

As repercussões da instabilidade vivida no país foram sentidas no setor da construção e, consequentemente, no consumo de cimento que, em 2013, recuou cerca de 2%, para um total de aproximadamente 50 milhões de toneladas. A InterCement registrou aumento das vendas de 2,8%, para 3,2 milhões de toneladas, recuperando market share.

Liderança em
rentabilidade

A receita bruta de InterCement totalizou 2.624,4 milhões de euros em 2013, redução de 5,9% comparativamente ao ano anterior (2.788,9 milhões), basicamente por efeito do câmbio, visto que as moedas de todos os países fora da Europa desvalorizaram-se em relação ao euro. Em reais, a receita cresceu 7,6%, para R$ 7.526 milhões, como reflexo do acréscimo de volume de vendas, da evolução do preço médio do cimento e do desempenho dos negócios de trading.

O EBITDA consolidado foi de 686,9 milhões de euros, equivalente a um decréscimo de 10,6% em comparação a 2012. A desvalorização de todas as moedas face ao euro penalizou o EBITDA em cerca de 100 milhões de euros no exercício. Em reais, o valor consolidado foi equivalente a R$ 1.970 milhões, acréscimo de 2,2%.

A margem EBITDA foi de 26,2%, o que representou diminuição em comparação ao ano anterior, em que a margem tinha sido 27,5%. Esse resultado confirma a InterCement em uma posição de líder de rentabilidade operacional entre as maiores companhias internacionais do setor. Eliminando os impactos não recorrentes, o EBITDA seria de 741,4 milhões de euros (R$ 2.126 milhões), com margem de 28,2%.

Apesar da complexidade das operações globais, com diferentes moedas para as demonstrações contábeis, a InterCement conseguiu antecipar a consolidação do balanço financeiro de 2013 e encerrou esse processo em 28 fevereiro de 2014, de acordo com as melhores práticas do mercado.

Endividamento
Em 31 de dezembro de 2013, a InterCement Participações possuía uma dívida financeira líquida de 2.466 milhões de euros, que se compara a 2.975 milhões de euros em 31 de dezembro de 2012.

A redução da dívida líquida se deve, (i) à capitalização, por meio de emissão de ações preferenciais, realizada em dezembro de 2013, (ii) à geração de caixa operacional no ano de 2013, (iii) à venda de ativos não operacionais e (iv) à variação cambial positiva no endividamento da Companhia. Do total do endividamento, cerca de 2,9% encontra-se no curto prazo e 97,1% no longo prazo (média de 4,5 anos).

O caixa e equivalentes de caixa consolidado da companhia em 31 de dezembro de 2013 somaram 1.278 milhões de euros, comparados a 1.051 milhões de euro em 31 de dezembro de 2012.

A Dívida Financeira Líquida/EBITDA, em 31 de dezembro de 2013, era de 3,3x seu Ebitda em Euros (3,7x em Reais), nível confortavelmente abaixo do covenant financeiro estabelecido em alguns de seus contratos de financiamento.

A InterCement Participações S.A. possui rating BB com perspectiva positiva, emitido pela Standard & Poor’s, mesmo nível de sua controladora Camargo Corrêa S.A..